Juliana Steinbach, pianista

Juliana Steinbach
pianista

"...a música de Steinbach tinha um poder catártico genuíno. A extensão de sua performance correspondia tanto ao ruminante Andante, com grande profundidade de timbre, quanto ao frenesi energético do Allegro molto."
(Bartok #1, Vigado Concert Hall, Budapeste)
Julien Hanck, bachtrack.com 13 October 2016
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Juliana Steinbach nasceu no Brasil e começou seus estudos musicais na França, com a professora Paule Delorme. Após seus primeiros anos de formação no conservatório de Lyon (CNR) nas classes de Nicole Poncet, André Chometon e Roger Germser, ela foi aluna da pianista americana Christine Paraschos e estudou no Conservatório de Paris (CNSM) com Bruno Rigutto e Pierre-Laurent Aimard; ela obteve dois primeiros prêmios de piano e música de câmara e foi admitida por unanimidade no ciclo de aperfeiçoamento de piano na classe de Jacques Rouvier, ganhando nesta ocasião o prêmio da Fundação Alfred Reinhold: um piano de cauda Blüthner. Juliana Steinbach foi aluna do Maestro Franco Scala na Accademia Pianistica d’Imola (Itália), de Maria João Pires na sua residência de Belgais (Portugal) e de Pnina Salzman em Tel-Aviv (Israel). Durante várias masterclasses ela recebeu conselhos de Dmitri Bashkirov, Alicia De Larrocha, Christoph Eschenbach, Péter Frankl, Emanuel Krasovsky, Ferenc Rados. Em maio de 2007 ela obteve o Graduate Diploma da Juilliard School de New York, após um ciclo de aperfeiçoamento feito com o pianista Joseph Kalichstein e vários membros do Juilliard String Quartet.

Laureada das fundações Cziffra, Meyer, Natexis Groupe Banques Populaires, Alfred Reinhold e Umberto Micheli, Juliana Steinbach recebeu prêmios em vários concursos: o Concurso Internacional Artlivre de São Paulo (Brasil, 2001), os Encontros Internacionais de Tel-Hai (Israel, 2000 et 2001) e o Concurso Internacional de Jovens Pianistas de Meknès (Marrocos, 1996). Na França, ela recebeu o prêmio Flame, a bolsa musical do Zonta Internacional, o Grande Prêmio e o Prêmio Especial do Fórum Músical da Normandia. Apaixonada por música de câmara, ela ganhou em 2002 o primeiro prêmio do prestigioso concurso “Premio Vittorio Gui” em Firenze (Itália) e em 2005 o prêmio Beethoven do concurso internacional de música de câmara “Trio de Trieste” (Itália) em duo com o violoncelista Guillaume Martigné. Ela se apresentou com os clarinetistas Michael Collins e Tibi Cziger, os violonistas Hélène Collerette, Nicolas Dautricourt, Priya Mitchell, Nemanja Radulovic, Daniel Rowland e Ayako Tanaka, os violistas Tomoko Akasaka, Lise Berthaud e Vladimir Mendelssohn, as violoncelistas Ophélie Gaillard, Michal Korman e Béatrice Reibel, os quartetos Brodsky, Kuss e Sine Nomine, o pianista Jonas Vitaud. Entre 2011 e 2016, ela fez parte do Trio Talweg com o violonista Sébastien Surel e o violoncelista Éric-Maria Couturier. Muito interessada por música contemporânea, ela participa regulamente de diversas criações e já colaborou com os compositores Jean-Louis Agobet, Yves Chauris, Marcel Cominotto, Guillaume Connesson, Thierry Escaich, Lucien Guérinel, Balázs Horváth, Fabio Nieder, Matan Porat, François Sarhan, Rebecca Saunders e Mikel Urquiza.

Juliana Steinbach foi a solista de várias orquestras na França: Orquestra Colonne de Paris, Orquestra Sinfônica e Lírica de Paris, Orquestra dos Laureados do Conservatório de Paris, Orquestra de Caen, Orquestra Filarmônica de Nice, Orquestra Sinfônica de Toulon. Em outros países: Orquestra de Jovems de Friburgo (Suiça), Ensemble Mini Berlin e Rundfunk Blasorchester Leipzig (Alemanha), Orquestra Sinfônica Mav de Budapest e Orquestra Sinfônica Savaria (Hungria), Orquestra Sinfônica de Rishon Le Zion (Israel), Orquestra Sinfônica da Paraíba (Brasil). Ela colaborou com os regentes Laurent Petitgirard, Michael Cousteau, François-Xavier Roth, Vahan Mardirossian, Sergio Monterisi, Alexandre Myrat, Théophanis Kapsopoulos, Joolz Gale, Jan Cober, László Kovács, Gergely Madaras, Mendi Rodan e João Linhares.

Ela se apresenta regularmente em Paris (Salle Pleyel, Théâtre du Châtelet, Cité de la Musique, Maison de la Radio, Auditorium du Louvre, Amphithéâtre de l’Opéra Bastille, Opéra Garnier, Théâtre Mogador, Théâtre Marigny, Athénée Théâtre Louis- Jouvet, Salle Cortot), em diversas grandes séries de concerto francêsas (Arsenal de Metz, Salle Molière de Lyon, Esplanade de Saint-Etienne, Opera de Nantes, Teatro do Havre), em grandes cenas européias (La Monnaie, Flagey, Bozar e MIM em Bruxelas, Gewandhaus em Leipzig, Laeiszhalle em Hamburgo, Gasteig em Münich, Academia Franz Liszt em Budapest, Rudolfinum em Praga, Teatro della Pergola e Teatro Comunale em Firenze, Teatro São Luis em Lisboa) e prestigiosos festivais (na França: Piano aux Jacobins, La Folle Journée, Festival du Périgord Noir, Orangerie de Sceaux, Classique au Vert, Festival du Comminges, Liszt en Provence, Senliszt à la Fondation Cziffra, Grandes Heures de Saint-Émilion, Musique au Coeur du Médoc, Piano à Riom, Piano Folies du Touquet. Oxford Chamber Music Festival na Inglaterra, Salzburg Festspiel na Austria, Bologna Festival, MITO Settembre Musica e vários Amici della Musica na Italia, Santander e San Sebastian na Espanha, Farsund na Noruega, Artes Vertentes no Brasil). Ela se apresentou em salas como o Museum de Tel-Aviv, o Lincoln Center de New York, o Rozsa Center de Calgary, a Sala Cecília Meireles do Rio de Janeiro, o Teatro Colón de Buenos Aires, assim como em várias capitais da Asia: Séul, Manilha, Bangkok, Hong-Kong e Tókio (Casals Hall). Seus concertos são regolarmente transmitidos por vários canais de radio e televisão.

Juliana Steinbach é a fundadora e diretora artística de dois festivais: “Musique en Charolais-Brionnais” desde 2005, na Borgonha, França e “Transylvania Chamber Music Festival” desde 2014 na Romania.

Seu primeiro disco “Tableaux”, publicado pelo selo franco-brasileiro Paraty em 2010, reune obras para piano de Debussy (Estampes, L’Isle Joyeuse) e Mussorgsky (Quadros de uma Exposição). Seu segundo album, “Hommage à Debussy”, publicado pelo selo alemão Genuin em 2012, da continuidade à sua exploração desse repertório (Pour le Piano, Suite Bergamasque, Images I & II e várias outras peças curtas). Seu ultimo disco, “Pictures” é uma gravaçāo ao vivo do mesmo repertório (Liszt, Debussy, Mussorgsky). Sua discografia compreende também gravações de música de câmara (obras de Brahms, Shostakovich, Messiaen, Fauré, Franck e Schumann), produzidas entre 2001 e 2009 na França e na Alemanha. Em 2014 foi publicada uma integral dos trios para piano e cordas de Johannes Brahms (pelo selo Pavane Records de Bruxelas), sua contribuição discogra ca junto ao Trio Talweg. Em 2017 foi publicado seu último disco “Pictures” com obras de Liszt, Debussy e Mussorgsky.

Em dezembro 2018, Juliana Steinbach se apresentou no Festival de Vermelhos em Ilhabela (SP), em recital junto ao seu mentor Nelson Freire e como solista na Fantasia Choral de Beethoven.

Em 2019, Juliana Steinbach retorna a Folle Journée de Nantes em programas de musica de câmera e de recital solo. Ela estreia no Lille Piano Festival ao convite de Jean-Claude Casadesus e apresenta no Festival des Grandes Heures de Saint-Émilion o ciclo completo dos Préludes de Debussy, que tinha tocado pela primeira vêz no celebrado Festival Piano aux Jacobins de Toulouse. Ela sola com orquestra na França e no Brasil o primeiro concerto de Liszt e The Age of Anxiety de Bernstein. Ela grava na Salle Molière de Lyon um recital com os Preludios op.28 de Chopin, a Mephisto-Valsa n.1 de Liszt e a Sonata Sz.80 de Bartók.

Entre seus compromissos para 2020 : várias turnês no Brasil, colaborações com as composidoras Unzuk Chin (Corea do Sul) e Marisa Rezende (Brasil), a gravação dos Préludes de Debussy e de um programa de Saudades do Brasil consagrado a Milhaud e Villa-Lobos. Entre 2020 e 2027, ela dedicará  uma grande parte do seu tempo a um ambicioso projeto, Beethoven Odyssey, uma exploração creativa da obra de Ludwig van Beethoven.

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