Gianluca Martinenghi

regente

Estudou piano com Piero Rattalino e composição com Bruno Bettinelli. Aperfeiçoou-se em regência orquestral sob orientação de Donato Renzetti e Giacomo Zani, estudo que o levou à cooperação com várias orquestras juvenis. Como musicólogo escreveu artigos especializados em piano para revistas como a MUSICA, SYMPHONIA e PIANO TIME.

Ao mesmo tempo, iniciou a carreira em teatros de trabalhando no Teatro Regio de Turim como coordenador musical, uma posição que lhe permitiu conhecer o repertório operístico, trabalhando com músicos como Gianandrea Gavazzeni e Yuri Ahronovijtch.

A partir de 1997, durante vários anos, trabalhou para o Teatro Massimo de Palermo, onde ocupou cargos importantes na direção artística e superintendência.Com a orquestra do Teatro Massimo de Palermo realizou concertos sinfônicos e dirigiu produções importantes como “Noye’s Fludde” de Benjamin Britten (também um CD), “Pollicino”, de Hans Werner Henze e “Una Favola per Caso” de Lucio Gregoretti e Nello Sani. Foi assistente e preparador de orquestra para artistas como Vladimir Ashkenazy, Rudolph Barshaj e Bruno Campanella.

Além de sua relação com o Teatro Massimo de Palermo, regeu em outros teatros de prestígio como o Teatro Comunale em Bologna, Opera de Roma, Teatro Filarmonico da Arena de Verona, Teatro Bellini de Catania, Deutsche Oper Berlin, Cagliari Opera, Teatro Petruzzelli em Bari, Teatro Donizetti em Bergamo, Teatro Pavarotti em Modena, no Teatro Comunale em Ferrara, Opera Ireland em Dublin, Opera Estatal de Tirana, Palm Beach Opera, o Teatro Goldoni em Livorno, Theatre Luebeck e orquestras como a Sinfônica Siciliana,  Regional de Abruzzo,  Sinfônica de Málaga, a Sinfônica de Baleares, a Sinfônica de Murcia, a Orchestre de la Suisse Romande, em Lausanne, a Sinfônica de Laval, no Canadá, a Sinfônica de Tenerife, a Toscanini em Parma, a Sinfônica de Hong Kong, Orquestra da Rádio de Munique e a Sinfônica de Montreal. Entre suas performances mais importantes estão I Capuleti e i Montecchi de Bellini, no Teatro Massimo em Palermo, Don Pasquale, The Bell e A Filha do Regimento de Gaetano Donizetti, no Teatro Donizetti, em Bergamo, La Traviata de Giuseppe Verdi e Carmina Burana de Carl Orff no Teatro Bellini em Catania, La Sonnambula de Vincenzo Bellini no Comunale de Bolonha.

Recebeu grande ovação de público e crítica pela execução de Otello de Giuseppe Verdi, em turnê de concertos nos principais teatros de tradição italiana na temporada 2006/2007, repetindo a mesma iniciativa no ano seguinte com a ópera Andrea Chenier.

Em maio de 2007 estreou com sucesso na Opera Ireland em Dublin regendo Don Pasquale de Gaetano Donizetti. Recebeu excelentes críticas pela gravação de CD com a Orquestra do Teatro Dvorak Ostrava com árias de Puccini com soprano Amaryllis Nice. Estreou na ópera Lucia di Lammermoor de Gaetano Donizetti na Deutsche Oper em Berlim. Teve grande sucesso em sua estreia na Arena di Verona com La Traviata de Giuseppe Verdi e também no Festival Avences regendo Don Giovanni, de W. A. Mozart.

Da mesma maneira, foi aclamada sua direção em Manon Lescaut de Giacomo Puccini nos teatros de Modena, Ferrara e Piacenza com a Orquestra Toscanini e abriu por dois anos consecutivos o Festival de Tenerife com as obras Falstaff, de Verdi e Tosca, de Puccini, sendo apontado pelo diretor do festival, Giancarlo del Monaco, maestro convidado principal. Em seguida, ele participou de importante projeto da Sociedade Brasileira de Ópera com O Barbeiro de Sevilha de Gioacchino Rossini em turnê pelo Brasil e estreou nos Estados Unidos da América com Cosí fan tutte, no Teatro dell'Opera em Palm Beach.

Outra estreia importante foi no Teatro Petruzzelli de Bari na Temporada Sinfônica. Recentemente, regeu duas das mais prestigiadas orquestras: Orquestra da Rádio de Munique e a Orquestra Sinfônica de Montreal. Regeu Iris, de Mascagni para a Fondazione Arena di Verona (regida anteriormente em Verona apenas pelo próprio Mascagni) com grande sucesso com o público e críticos, e estreou no Festival Dubrovnik e no National Centre for Performing Arts de Pequim.

Em 2013 e 2014, regeu o evento de abertura do Festival de Taormina com Rigoletto (com transmissão mundial) e regeu Aída na abertura do Festival de Siracusa com a Orquestra do Teatro Bellini de Catania. 

Compromissos recentes mais importantes incluem Tosca com a Opera Hong Kong, Rigoletto em Catania, Turandot no Performning Art Center de Seoul, Coreia, um concerto com Diana Damrau com a Filarmônica de Budapeste e turnês pela Europa e Japão.

Crítica

"It's a good sign when the players in the pit shuffle their feet for the conductor's entrance, and the Hong Kong Philharmonic sounded ravisching under the guidance of Gianluca Martinenghi."
SCMP, 13 oct 2015, C9
Opera Hong Kong, Tosca

 

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