Cristian Budu

piano

"A stunningly original pianist with musical insight and maturity that could inspire envy in colleagues twice his age."
Gramophone Magazine, 2016


Cristian Budu é considerado um dos expoentes de sua geração. Dotado de musicalidade genuína e uma calorosa força de comunicação, sua personalidade artística e sensível pianismo vem sendo internacionalmente reconhecidos. Desde os 9 anos de idade, foi laureado com o primeiro lugar em diversos concursos nacionais, como o Concurso Nelson Freire (2010) e o Programa Prelúdio da TV Cultura (2007).

Em 2013, tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o 25º "Concours International de Piano Clara Haskil na Suíça", considerado um dos mais importantes concursos da atualidade, que tem entre seus vencedores em edições passadas Christoph Eschenbach, Richard Goode, Mitsuko Uchida e Evgeni Korolyov. Esse prêmio tem sido considerado pela crítica no Brasil como a mais importante premiação a um pianista brasileiro nos últimos 20 anos. Além do grande prêmio, Cristian também arrebatou o prêmio do público e o prêmio Children's Corner. No mesmo ano venceu também o concurso "WIld Card Ensemble Honors Competition" do New England Consevatory em Boston.

Recentemente, seu CD de estreia no selo suiço CLAVES (Prelúdios de Chopin e Bagatelas de Beethoven) foi reconhecido com o "Editor's Choice" da revista inglesa Grammophone e com o selo "5 Diapasom" da revista francesa Diapasom. Gravou também um CD com os Prelúdios de Chopin e as Kreislerianas de Schumann por encomenda da Revista Concerto e o concerto nº 1 de Tchaikovsky com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo sob regência de Cláudio Cruz.

Cristian desenvolve uma carreira intensa como solista e camerista, apresentando-se com na América do Sul, Europa, Estados Unidos e Israel em salas como Jordan Hall em Boston, Ateneu de Bucareste, Teatro Municipal de São Paulo, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, Museu da Casa Brasileira, entre outras.

Tem sido um parceiro frequente de Antonio Meneses, com quem se apresentou no Festival VERMELHOS em Ilhabela e na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.

Apresentou-se com a Orchestre de la Suisse Romande, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica de Sergipe etc, e dividiu o palco com os artistas Frederic Chaslin, Sebastian Baverstam, Cláucio Cruz, Roberto Minczuk, George Li, Iosif Ion Prunner, Guilherme Mannis e Julio Medaglia.

Apresentou recital no Rockport Music Festival (EUA), ministrou masterclass na University of Massachusetts (EUA), e participou de diversos concertos em Boston, pelo projeto "Community Performances and Partnerships". Com patrocínio do programa Young at Arts, apresentou-se na Romenia como solista junto a Orquestra Emil Nichifor e em recital no Museu George Enescu. Em Israel, apresentou recitais solo e em duo com o violinista Semion Gavrikov a convite da Organização “Zfunot Tarbut” e participou na Argentina do I Encontro de Pianistas do Mercosul, organizado por Dario Ntaca.

Cristian dedica-se também à música popular. Em 2009 participou como convidado especial de um espetáculo de Antônio Nóbrega no Auditório Ibirapuera, e em Boston é integrante de um quartet especializado em choro.

Cristian apresenta-se regularmente em festivais como o Klavier-Festival Ruhr, Festival da Radio France e em concertos com orquestras como a Sinfônica da Rádio de Stuttgart, Orquestra Sinfônica de Jerusalém, OSESP, OPES Filarmônica de Montevideo, entre outros.

Cristian é Mestre em Performance Pianística pelo New England Conservatory (EUA), onde foi bolsista de 2010 a 2012, na classe de Wha Kyung Byun, com quem estuda até hoje. É bacharel em Música pela USP na classe de Eduardo Monteiro e antes disso estudou com Elsa Klebanovsky (pupila de Wilhelm Kempff), Marina Brandão e Cláudio Tegg. Foi aluno do Instituo Brincante, onde teve aulas com Rosane Almeida e outros artistas populares. Participou de masterclasses com artistas como Russell Sherman, Menahem Pressler, Maria João Pires, Leif Ove Andsnes, Gilberto Tinetti, Marisa Lacorte, Flavio Augusto, entre outros.

Crítica

Lors du deuxième soir des demi-finales du Concours Clara Haskil, le brésilien Cristian Budu, accompagné par des membres du Quatuor Hugo Wolf, présentait le Quatuor pour piano et cordes No.3 en ut mineur Op. 60 de Johannes Brahms. Esquissée lorsque le compositeur avait à peine plus de vingt ans puis reprise bien plus tard, cette œuvre massive à caractère orchestral ne semblait a priori pas taillée pour le pianiste brésilien. En effet, lors des quarts de finale, il avait surtout convaincu dans des pièces au lyrisme léger comme la sonate en ré mineur K.213 de Domenico Scarlatti dont il présentait une magnifique interprétation, pleine de douceur et de finesse.

Après un repositionnement des musiciens demandé par Budu afin de pouvoir entretenir un contact visuel avec chacun d’eux, le début de l’œuvre est somptueux. Dès les premières mesures – des accords plaqués forte entrecoupés de lignes plaintives des cordes – on sent Budu très à l’écoute. Il attaque ses accords avec un son très plein et la façon dont il s’efface ensuite ouvre un espace que les cordes peuvent investir. C’est sur ce mode que semblent fonctionner les interprètes de ce soir : le piano crée l’espace qu’occupent ensuite les cordes.

Cristian Budu mène le jeu avec énergie, il donne le ton. Avec lui, rien ne s’immobilise jamais. Cela tient sans doute à deux paramètres : le premier est son ressenti très particulier du temps. Il ne presse jamais le tempo et rattrape chacune de ses accélérations. Cela met la musique en mouvement sans provoquer de sentiment d’instabilité. Le second est que, lorsqu’il les joue, les mélodies ont du sens. Elles semblent évoluer et ne se limitent jamais à n’être qu’un enchaînement de notes. Elles ont une direction, partent du silence pour y revenir. C’est là une des particularités les plus prenantes de Cristian Budu : une attention exceptionnelle portée à l’émergence et à l’effacement des sons.

Un autre aspect du jeu de Budu est sa générosité. Une générosité sur deux plans contradictoires en équilibre instable : Cristian Budu donne énormément d’énergie, on ne sent jamais de force contenue chez lui, le courant passe d’une façon très directe. Mais cela ne se fait jamais au détriment de la place qui revient au trio. Au contraire, il insuffle son énergie aux cordes qui, fortes de cet élan expressif, peuvent alors se déployer. Cet équilibre fragile s’est quelque peu brisé dans le quatrième mouvement, au détriment du silence, pour livrer un finale dense et peu nuancé.

Mais le pianiste brésilien n’oublie jamais ce qui fait sa particularité : son retour au silence. Chaque fin de mouvement est un événement. Il sait marier les attaques du piano aux attaques des cordes et le son du quatuor entier disparaît comme celui d’un seul instrument. Le grand art de Cristian Budu n’est pas d’éblouir par une technique et par des gestes brillants, mais de faire émerger la musique du silence comme une nécessité, puis d’y retourner avec la même certitude.

Sassoun Arapian
http://www.clara-haskil.ch/?p=1631&lang=fr

"The interpretation was subtle and marvelous, brought off in complete, glistening comfort."


Recital at Rockport Chamber Music Festival
Joseph E. Morgan
The Boston Musical Intelligencer

Listening to his impressive new recording, it’s easy to understand why Cristian Budu won the Clara Haskil Competition in Vevey three years ago this September. A Brazilian of Romanian descent who studied at the University of São Paulo and the New England Conservatory, Budu is a stunningly original pianist with musical insight and maturity that could inspire envy in colleagues twice his age. He has the sort of hands that used to be called ‘velvet paws’, which are seemingly incapable of making an ugly sound at the instrument.

Online videos show him to be strictly business. No demonstrations of how almost to fall off the bench, no stomping the floor, no challenging Lon Chaney for the title ‘Man of a Thousand Faces’. Completely relaxed but with an almost scary intensity of focus, Budu’s every motion is directed towards the production of sound. All this comes through loud and clear via the strictly audio medium of the CD, captured with remarkable nuance by the Claves engineers.For his debut recording, Budu chooses an entire disc of miniatures. He is able to focus attention on the tiniest details while leaving proportions perfectly intact. Eloquent phrasing is ever front and centre, and no expressive potential is left unexplored. He commands an immense colour palette and moves from a robust fortissimo to a scarcely audible pianissimo in a nanosecond.It’s a credit to the subtlety of Budu’s musicianship to say that his Op 33 Beethoven Bagatelles could easily be transferred to an 1804 Streicher with barely an adjustment of the touch he uses on the modern Steinway. Scrupulously observant of the composer’s agogic indications, the abundant drolleries of these pieces are understated and all the wittier for it. My favourite is the C major (No 5), which scurries about with amazingly precise urgency. When all the coruscating bustle finally runs up against a solid wall, Budu resists violent assault, the default choice of most pianists. Instead, he recovers from his bewilderment and, to great comic effect, seems to fashion a door, and calmly walk through.Were his Chopin Preludes not so delicately coloured, their visual equivalent might be leafing through a portfolio of Ingres’s finest graphite portraits, marvelling at their succinct precision and lifelike directness. At once their striking individuality embraces a sweep and cohesion that leave the impression that the entire set could have been captured in a single take. The A minor (No 2) demonstrates Budu’s ability to create a heart-gripping pianissimo, whispered and just barely audible. In the G major (No 3), the right hand floats spacious and serene over the bubbling cascade of left-hand figuration. The A major (No 7) is a genuine Mazurka in microcosm, while the tolling bells of the E major (No 9) seem to grow and grow without ever exceeding the bounds of an exquisitely beautiful sound. When things grow desperate, depicting fight or flight, as in Nos 12, 16, 18 or 22, the dramatic tension is breathtaking.Recently it seems as if the tap were left running and we’re suddenly knee-deep in Chopin Preludes. Of those I’ve heard, including the sets by Goerner, Cho, Yundi and Sokolov, Budu’s are the most enduringly satisfying. Bolstered by a vital and intelligent Beethoven, they strongly suggest that Cristian Budu is an artist we’ll be eager to hear more of – the sooner the better.

Patrick Rucker
Gramophone

Diapason Magazine: 5 Diapason pour Cristian Budu - Chopin et Beethoven

Le Brésilien Cristian Budu – Prix Clara Haskil 2013 – réunit les Préludes de Chopin, décidément très enregistrés ces temps-ci, et les Bagatelles op. 33 de Beethoven. Il a choisi un Steinway somptueux réglé par Jean Baumat, et splendidement capté à la Chaux-de-Fonds par les micros de Johannes Kammann. Si splendidement que l’ombre du piano de Claudio Arrau, souvent enregistré dans cette salle suisse, semble passer sur le disque.Ce son plein, dense, dru parfois, lumineux sans brillance, rayonnant jusque dans le pianissimo est un bonheur en soi. Très attentif à l’enchaînement des vingt-quatre préludes, Budu ne cherche pas à les unifier en créant une grande arche.

Il est dans chacun d’eux, oublieux du précédent, comme s’il regardait à travers un kaléidoscope, fixant son – et notre – attention sur ce qui naît sous ses doigts à mesure que la musique avance. Le jeu est parfaitement dominé. Des accents virils très brefs rappellent que Chopin recourait à la plus grande puissance de façon instantanée, mais l’interprétation du jeune Brésilien est surtout fondée sur un cantabile sculpté dans le clavier, sans une once de complaisance ou d’affectation. Interprétation à vrai dire neuve en ce qu’elle n’évoque aucun des pianistes qui s’y sont collés jusque-là avec succès : une vision assez idéalisée, intériorisée, d’un tragique libéré des grimaces de la souffrance.Les Bagatelles op. 33 de Beethoven ont ceci en commun avec l’Opus 28 de Chopin qu’elles sont aphoristiques, tours de lanterne magique qui font apparaître et disparaître les ombres en un tournemain. Cristian Budu y musarde avec humour et tendresse, s’y amuse comme un chat avec une pelote, prend son temps et écoute avec attention les changements d’humeur qui nous surprennent car il sait faire comme s’ils le surprenaient lui-même.

Alain Lompech
Frédéric Chopin(1810-1849) Préludes op. 28.Beethoven : Bagatelles op. 33
Cristian Budu (piano)Claves. © 2015.
TT : 59’
Technique : 4.5/5
Source de l’article: Diapason Magazine, N° 648 – été 2016

Ejecución brillante, momento mágico

JULIO CÉSAR HUERTAS
EL PAÍS, Montevideo
21 jul 2015

Hoy a 66 años de este acontecimiento, la Filarmónica conducida por el maestro Dante Anzolini coterráneo de Castro, desempolva esta bellísima obra injustamente olvidada. Como lo expresó el autor no es descriptiva y su intención fue adaptar la modalidad de nuestra música a las formas musicales del preludio y el scherzo. Anzolini demostró su capacidad para interpretar a uno de nuestros principales compositores del nacionalismo con oficio y claridad de realización, logrando una ejecución tan meritoria como agradable.En el programa de sala se decía sobre Cluzeau Mortet que solamente se habían realizado dos trabajos sobre este compositor: la tesis de musicología de la licenciada Susana Salgado publicada en 1983 y la monografía aún sin publicar de la licenciada Graciela Carreño sobre los seis cantos sobre versos de Cruz y Éxtasis de la Pasión de Esther de Cáceres. Esa información omite el pequeño estudio de Felicia Mari de 1958 editado por el sello Arca, los tres trabajos realizados entre 1978 y 1979 de la licenciada Yolanda Pérez Eccher primera egresada de las licenciaturas de musicología y piano del Conservatorio Nacional (hoy, la Escuela Universitaria de Música) y la monografía del crítico Roberto Lagarmilla de 1992 que integra el primer tomo de "Músicos de Aquí" editado por el Cemau.Luego se escuchó el Concierto para piano y orquesta de Grieg teniendo como solista a Cristian Budu. El primer premio del Concurso Internacional Clara Haskil que obtuviera la pianista uruguaya Dinorah Varsi en 1967 lo obtuvo en 2013 este pianista paulista.La versión de Budu confirmó lo merecido de este premio dada la hermosa sonoridad que extrajo del instrumento, su musicalidad admirable y por los excelentes medios técnicos que posee. Como si esto fuera poco tiene un fraseo perfecto ,su digitación es de gran escuela y su manejo de los pedales es excelente.El público ovacionó al artista que ofreció como bis el hermoso "Preludio opus 28 nº 8 de Chopin .Para cerrar esta magnífica velada se interpretó la "Cuarta Sinfonía" de Mahler con la participación especial en el cuarto movimiento de la soprano japonesa Eiko Senda. Anzolini reafirmó sus virtudes innatas de director, consiguiendo de la Filarmónica una riqueza de matices y una profundidad expresiva que tuvo su momento más luminoso en el "Poco adagio" del tercer movimiento. Finalizando esta sinfonía Mahler nos introduce en un paraíso muy singular y que mejor que acompañados de la hermosa voz de Eiko Senda que nos tiene acostumbrados que cada actuación suya sea superior a la anterior. Su versión se puede calificar de memorable e irrepetible.El público quedó tan cautivado por este final que los aplausos dejaron lugar a un prolongado silencio como si estos cortaran la sublime atmósfera paradisíaca a la que nos transportaron. Fue un momento mágico.
Orquesta Filarmónica de Montevideo.
Director: Dante Anzolini.
Solistas: Cristian Budu (piano) y Eiko Senda (soprano).
Programa: Preludio y Scherzo Criollo de Luis Cluzeau Mortet, Concierto para piano y orquesta op.16 de Edvard Grieg y Sinfonía nº 4 de Gustav Mahler.
Teatro Solís, 14 de julio.

ver tudo...

Discografia

  • Schumann, Chopin
  • Cristian Budu, Clara Haskil prize 2013
ver tudo...

Vídeos

  • R. Schuman, concerto op. 54
  • Clara Haskil Competition, Quarterfinals 2013
  • Schumann - Kreisleriana
  • Schumann Piano Concerto
  • F. Chopin 24 Preludes
ver tudo...