Luiz Fernando Malheiro

regente


“Regência inspirada que vem do fosso e incendeia a cena..........”
João Luiz Sampaio, O Estado de São Paulo


Reconhecido pela crítica como um dos principais nomes da ópera no Brasil, Malheiro tem em seu repertório mais de 50 títulos regidos.

É o atual Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Amazonas Filarmônica, diretor artístico do Festival Amazonas de Ópera (FAO). É também diretor artístico do Teatro São Pedro de São Paulo e regente titular de sua orquestra. Foi também diretor de Ópera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Vencedor do Prêmio Carlos Gomes: Regente de Ópera (2012, 2011 e 2009) e Universo da ópera/2000, dirigiu no FAO/2005 a primeira montagem brasileira do Anel do Nibelungo de Wagner, recebendo ainda mais dois prêmios: Universo da Ópera e Espetáculo do Ano.

Regeu diversas vezes no Festival de Ópera de La Coruña na Espanha e dirigiu concertos e espetáculos frente a Orquestra Sinfônica de Roma, Orquestra Sinfônica de Miami, Orquestra do Teatro Olímpico de Vicenza, Sinfônica de Bari, Orchestra Filarmônica Marchigiana, Orquestra da Ópera Nacional de Sófia, Orquestra Sinfônica de Porto Rico, Orquestra Sinfônica da Galícia e a Orquestra Sinfônica Castilha e Leon, Orquestra do Teatro de Bellas Artes de Bogotá, Orquestra do Teatro de Bellas Artes do México, Filarmônica do México e no Teatro Del Libertador de Córdoba na Argentina.

No Brasil regeu a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a Sinfônica Brasileira, a OSESP, a Sinfônica de Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais, a Sinfônica do Paraná, a Orquestra Sinfônica da Bahia dentre outras. Gravou Fosca e Maria Tudor de Carlos Gomes em vídeo e CD.

Estudou composição com J. Targosz na Polônia e com R. Dionisi na Itália. Estudou regência com T. Colacioppo no Brasil, K. Missona na Polônia e na Itália estudou com Leonard Bernstein em Roma, F. Leitner em Siena e Carlo Maria Giulini em Milão.

Crítica

"...regência impecável."

João Marcos Coelho, O Estado de São Paulo
Werther, Teatro São Pedro, SP, 2012

"Mas amor, na música de Massenet, é antes de mais nada desejo, em especial na leitura do maestro Luiz Fernando Malheiro.

À frente da Sinfônica do Teatro São Pedro, ele sabe trabalhar muito bem as transparências da orquestração, sem impedir que dela nasça com toda força a intensidade da emoção, construindo arcos bastante teatrais nos duetos entre Charlotte e Werther ou a urgência que marca os monólogos do jovem poeta."
João Luiz Sampaio, Estadão.com.br 2012
Werther, Teatro São Pedro, SP, 2012

"Luiz Malheiro regeu. Ele é um maestro fora do comum. Entende a música como processo narrativo em que a sequência de sons desencadeia expectativas, conduz a ansiedades ou plenitudes. É supremo nas óperas. Em Wagner, cujo princípio musical é indissociável da narração, Malheiro não tem rival.

O ouvinte simplesmente não se entedia, mesmo nas longas tiradas, mesmo quando Wotan faz o resumo da história no segundo ato, passagem que em outras interpretações fica tão facilmente interminável. Luiz Malheiro sabe equilibrar timbres, forças dinâmicas, pôr em evidência e ao mesmo tempo fundir os sons; dar plasticidade aos andamentos, intuir os dramas e as paixões. Foi capaz de tirar o melhor possível da Orquestra Sinfônica Municipal, colorindo com nuanças e finura.
Jorge Coli, Revista Concerto, dezembro 2011
Die Walküre, Teatro Municipal de São Paulo

"O XV Festival Amazonas de Ópera reservou pelo menos dois importantes momentos da ópera em 2011: O Diálogo das Carmelitas e Tristão e Isolda. (.....) A propósito, é necessário registrar que nenhum teatro brasileiro escolhe títulos tão bem quanto o Teatro Amazonas. Uma rápida análise das óperas apresentadas nos últimos anos deixa isso bem claro: Diálogo das Carmelitas, Yerma (Villa-Lobos), Os Troianos (Berlioz), O Navio Fantasma, Lady MacBeth do Distrito de Mtzensk (Shostakovich), Otello (tanto o de Verdi, quanto o de Rossini), La Gioconda, Fosca (Carlos Gomes) – e isso para não falar do ciclo do Anel do Nibelungo, concluído em 2005, quando foi apresentado completo. Para 2012, já está todo mundo falando da imperdível Lulu, de Alban Berg.
Sobre tudo isso, claro, paira a mão de mestre de Luiz Fernando Malheiro. Ainda que a quantidade de óperas apresentadas pelo FAO nos últimos anos tenha caído, quando o assunto é programação, Malheiro ganha de goleada. O segundo colocado, seja ele quem for, passa a uma distância considerável."
Leonardo Marques, Movimento.com. Janeiro 2012

“O maestro Luiz Fernando Malheiro a tudo e a todos conduziu com grande refinamento artístico, realizando um brilhante trabalho de interpretação e fornecendo o seguro alicerce para o brilho vocal dos solistas. Malheiro nos ofereceu uma performance notável e uma aula de regência operística, como lhe é peculiar. O público reconheceu: ele e os músicos da OSM foram ovacionados quando o maestro voltou para o segundo ato e, especialmente, quando voltou para o ato final.”
Die Walküre, Teatro Municipal de São Paulo, novembro 2011
Leonardo Marques, Movimento.com. novembro 2011

"Al Teatro Comunale Città di Vicenza L’Orchestra del Teatro Olimpico diretta dal brasiliano Malheiro regala una serata di prima grandezza"
Il Giornale di Vicenza, Febbraio 2009

“.....o diretor do Festival Amazonas de Ópera, maestro Luiz Fernando Malheiro lançou uma verdadeira renascença wagneriana no Brasil. Seguramente, seu Anel era uma leitura inédita........”
Klaus Billand, colunista da revista alemã Der Neue Merker, para o Estado de São Paulo
23 de agosto de 2003

Rara beleza dramática na segunda parte da tetralogia
“Regência inspirada que vem do fosso e incendeia a cena..........”
João Luiz Sampaio, O Estado de São Paulo, maio de 2005

“Manaus faz história na cultura operística do Brasil pelas mãos e idéias do diretor Luiz Fernando Malheiro. Com uma programação ambiciosa – que recupera obras do patrimônio musical brasileiro e não se acanha diante dos maiores títulos do gênero......”
Nelson Rubens Kunze, Contrapont
Revista Concerto, junho de 2002

“...Mas é a direção musical de Luiz Fernando Malheiro que amarra os múltiplos detalhes desse gigantesco espetáculo, garantindo-lhe continuidade, senso de linha e interesse constante....”
Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 26 de abril de 2004

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