Guilherme Mannis

regente

"regência segura e empenhada"
João Marcos Coelho, O Estado de São Paulo, 12/2013

Guilherme Mannis é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) desde 2006, onde tem dividido o palco com artistas como Maria João Pires, Michel Legrand, Nelson Freire, Jean Louis Steuerman, André Mehmari, Emmanuele Baldini, Rosana Lamosa, Wagner Tiso, Amaral Vieira, Eduardo Monteiro, Cristian Budu, entre outros. É considerado pela comunidade nacional como o maestro responsável pela inserção desta orquestra no cenário artístico brasileiro.

Como regente convidado tem dirigido importantes grupos no Brasil e exterior, tais como a Petrobras Sinfônica, Amazonas Filarmônica, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Bari, Sinfonia Toronto, World Youth Orchestra, Sinfônica de Rosário (Argentina), Sinfônica do Teatro São Pedro, Experimental de Repertório, Sinfônica Heliópolis, Sinfônica do Paraná, Filarmônica do Espírito Santo, Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, Sinfônica da Bahia, Sinfônica de Ribeirão Preto, Sinfônica de Monterrey, Sinfônica de Guanajuato (México), entre outras.

Mannis desenvolveu, ao longo de 11 anos, reconhecido projeto de inserção da Sinfônica do Sergipe no cenário artístico nacional, realçando-se a realização de diversas temporadas anuais, variadas gravações de música brasileira, comissionamento de obras, turnês nacionais, participações em Festivais Internacionais e realização de óperas em concerto, dentre as quais destacam-se Aida, La Bohème e Tosca. Centenas de peças foram executadas pela primeira vez em Aracaju, dentre as quais ciclos completos de obras de Beethoven, Brahms, Schumann, Schubert, Mendelssohn, Mozart, Haydn, entre outros compositores. Galas líricas e grandes peças corais também foram produzidas de forma inédita no Teatro Tobias Barreto, tais como Messias de Händel (2014), Carmina Burana (2013 e 2015), “Homenagem a Carlos Gomes” (2016), entre outras.

Sob a sua direção, a Orsse promoveu também apresentações pelo interior do Estado de Sergipe e a popularização do acesso à música de concerto. Mannis foi também responsável pela concepção do projeto social Orquestra Jovem de Sergipe, proporcionando ensino musical a centenas de jovens carentes de Aracaju.

Premiado em diversos concursos, o paulistano Guilherme Mannis é bacharel, mestre e doutorando em Música pelo Instituto de Artes da Unesp. Tem como principal mentor o maestro Isaac Karabtchevsky, do qual foi aluno em diversos cursos na Itália, e também teve a orientação de Kurt Masur (Campos do Jordão) e Jorma Panula (Instrumenta Verano, México). É professor do Departamento de Música da Universidade Federal de Sergipe.

Crítica

"...De sua parte, Mannis soube calibrar de maneira incisiva seu aceso temperamento, oferecendo à cantora o suporte exemplar, para depois passar com enorme segurança à regência da Suíte Tcheca, op.39,

obra não menos rica de vivas melodias e ritmos, no rastro de uma sincera, inspirada e lograda intenção do autor de render homenagem à sua própria terra....Ritmos e cores abundam em Mourão e Mannis, como grande maestro que é, soube exaltá-los completamente, dando vida à uma execução cativante..."
Nicola Sbisa - La Gazzetta del Mezzogiorno (Bari) - 22.04.2013

Despliegan su talento
La orquesta brindó un acompañamiento memorable de la mano del director huésped, el brasileño Guilherme Mannis, quien consiguió una sonoridad robusta del ensamble, especialmente en los arcos. Quien esto escribe no recuerda en años recientes una ejecución tan bien lograda de la obra de Beethoven

por ambos: solista y orquesta.

Mannis incluyó música de su patria con obras de Óscar Lorenzo Fernández y Heitor Villa-Lobos. Del primero "Batuque", que sincretiza el folclor de la música brasileña alimentado por ritmos africanos. De Villa-Lobos, su Bachiana Brasileria No. 7 para Orquesta.

La orquesta también lució plena siguiendo el trazo claro y discreto de Mannis. La obra cierra con una gran fuga donde los metales tienen destacada participación. En resumen, los talentos de Kim al violín y Mannis en el podio deben ser considerados para un próximo concierto."

Gabriel Rangel / Crítico musical /El Norte
Monterrey, México (23 febrero 2013)

Osesp e Orquestra Experimental de Repertório reúnem bom público interessado nas composições dos nossos tempos

João Marcos Coelho - O Estado de S. Paulo

Na mesma semana, testaram-se dois modos de levar ao público a música contemporânea. Entre quinta-feira e sábado passados, a Osesp apresentou na Sala São Paulo um concerto misto, aberto e encerrado por duas obras da compositora russa Lera Auerbach: o recheio tradicional fechou a primeira parte com a fantasia sinfônica A Tempestade, de Tchaikovski. No domingo de manhã, a Orquestra Experimental de Repertório propôs no Teatro Municipal um concerto inteiro dedicado à música contemporânea brasileira, incluindo uma primeira audição mundial.

No primeiro caso, o público comportou-se de modo previsível. Ou seja, “suportou” a peça sinfônica que abriu o concerto, mas abandonou a sala em massa após o Tchaikovski. Menos de meia casa assistiu à segunda parte. No segundo caso, aconteceu um êxito inesperado. As pessoas que lotaram dois terços do Teatro Municipal foram lá para assistir música contemporânea. Por isso ninguém debandou. Ao que parece, a timidez na programação de música contemporânea nas temporadas de concerto sinfônicas deve-se aos dirigentes das entidades. Por que não promover em 2014 ao menos um concerto sinfônico por mês dedicado à produção do nosso tempo?

Musicalmente, os concertos também foram diferentes: na Sala São Paulo, assistiu-se a mais um subproduto da música contemporânea no estilo leste europeu inaugurado por Gorecki nos anos 70: textos emocionalmente impactantes “seguram” criações musicais convencionais.

No Teatro Municipal, a estreia mundial de laçoentrelaço comprovou que Flo Menezes é o grande compositor brasileiro da atualidade. Domínio absoluto da escrita sinfônica (desta vez, sem intervenções eletrônicas), consistência formal cerrada. Flo não faz música circunstancial. Tudo nele é essencial.

As outras duas obras são dos anos 70 e 80: o concerto para piano e orquestra de Willy Correa de Oliveira é de 1979; e a espantosa e admiravelmente inclusiva Sinfonia dos Orixás, de Almeida Prado, é de 1985. O concerto trouxe um Horácio Gouveia espetacular no domínio do piano, mas ficou claro que a obra, como a dos demais compositores da geração de Willy, é cintilante em alguns momentos, mas no geral frouxa do ponto de vista orgânico: sucedem-se blocos sonoros, uns mais, outros menos bem-sucedidos, mas desconectados.

Já a Sinfonia dos Orixás impõe-se como uma das grandes sinfonias brasileiras das últimas décadas. Almeida Prado talvez seja o nosso compositor que manejou de modo mais libertário todas as técnicas, sem medo de um acorde maior perfeito.

Duas surpresas finais: a regência segura e empenhada de Guilherme Mannis; e o ótimo desempenho da Orquestra Experimental de Repertório.

“Quando eu e minha esposa o assistimos no dia 30 de Julho de 2010 em Riva del Garda regendo a Segunda Sinfonia de Tchaikovsky, eu, de modo espontâneo, recordei-me do maestro Evgeny Mravinsky com sua Orquestra Sinfônica de Leningrado, para mim ainda o maior intérprete de Tchaikovsky.

Foi impressionante como a World Youth Orchestra despontou de forma espontânea, e, instantaneamente, começou a tocar em uma classe superior de execução. Eu nunca o tinha ouvido ou visto antes, mas esta experiencia musical permanecerá inesquecível para mim. Parece ter sido feito para Tchaikovsky.”
Harald Schuster, datakustik-audio.de, 05 de agosto de 2010

“O concerto que a Sinfônica de Sergipe apresentou foi surpreendente. A Sinfônica de Sergipe e seu maestro Guilherme Mannis fizeram uma bela apresentação e demonstraram que, com o apoio do Estado, é possível fazer música de qualidade fora dos centros tradicionais (o que não significa que seja comum fazer música de qualidade nos centros tradicionais...)”
Nelson Rubens Kunze, Revista Concerto, junho de 2009

“A mais feliz e recente surpresa vem do Sergipe (...). A orquestra surpreendeu o público paulistano presente numa surpreendentemente lotada Sala São Paulo, em meio a um domingo cheios de opções. Cordas coesas e afinadas, metais equilibrados com o todo orquestral e madeiras que desempenharam uma notável execução não apenas em grupo, como também em passagens solistas (...). Sim, uma orquestra nordestina pode surpreender a esta audiência que vê e ouve de tudo.”
Leonardo Martinelli, Portal Concerto, 19.05.2009

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