Jorge Takla

regisseur


Diretor requintado, habilidoso em lidar com elencos numerosos, Jorge Takla é uma das personalidades mais ativas tanto no teatro como na ópera, sempre em grandes produções, ao lado de atores e músicos do primeiro time do panorama cultural brasileiro.

Formado na Ecole des Beaux-Arts (Paris) e no Conservatoire d´Art Dramatique (Paris), Takla atuou e dirigiu no teatro LaMama em New York de 1974 a 1976.

No Brasil, Jorge Takla dirigiu e produziu mais de 100 espetáculos de Teatro, Teatro Musical e Óperas, entre eles, Hulda, My Fair Lady, Vany e Sonia e Masha e Spike, Vermelho, Jesus Cristo Superstar, O Rei e Eu, West Side Story, Mademoiselle Chanel (Maria Adelaide Amaral), Vitor ou Vitória, Últimas Luas, Medéa, Electra, A Gaivota, O Jardim das cerejeiras, Cabaret, Pequenos Burgueses, Madame Blavatsky, Lembranças da China, Fedra 1980 e dezenas de outras peças.

Em ópera, Takla dirigiu Don Quichotte (prêmio especial APCA 2016), The Rake's Progress, Candide, La Traviata, La Boheme e Madama Butterfly, Il Tabarro, As Bodas de Fígaro, Cavalleria Rusticana (Mascagni), I Pagliacci (Leoncavallo), Os Contos de Hoffmann (Offenbach), A Viúva Alegre (Franz Lehár), e outras obras.

Foi Diretor da Divisão de Teatro da CIE-Brasil de 2002 a 2004 onde coordenou as produções de A Bela e a Fera (Broadway), Chicago (Broadway), A Flor de Meu bem Querer (Juca de Oliveira), Suburbano Coração (Chico Buarque), Marília canta Ary e outras.

Jorge Takla foi também administrador e diretor artístico do Teatro Procópio Ferreira de 1983 a 1992. É Grande Oficial da Ordem do Ipiranga e detentor do título de Cidadão Paulistano.

Crítica

A exuberância da montagem dirigida por Jorge Takla
A montagem dirigida por Jorge Takla tem a exuberância que é comum de se encontrar em suas produções. Tudo é bonito, equilibrado e de extremo bom gosto. Há uma concepção estética que se mostra clara em sua potência.

O cenário de Nicolas Boni, com as gravuras de Gustave Doré, revelam esse mundo cheio de sucessos e de fracassos, onde as pessoas já não se conhecem, mas seus nomes de família valem mais que suas posses. O campo e a cidade são lugares perigosos, mas a enorme Espanha é um lugar seguro para todos os espanhóis. E feliz em suas contradições religiosas, sociais e artísticas. As coreografias de flamenco de Nuria Castejón exploram esse aspecto positivamente. Há ainda o figurino esplêndido de Fábio Namatame e a luz de Ney Bonfante no todo para corroborar com essa imagem de sonho que Cervantes, Lorrain, Massenet e que Takla exortam no quadro narrativo.
Rodrigo Monteiro, Critica Teatral, mako de 2016
teatrorj.blogspot.com.br

A glória do teatro musical inclusive no Brasil
A atual montagem brasileira de “My fair lady” é uma das produções mais bonitas que o nosso país já produziu em teatro musical em sua história recente (...) A versão atual dirigida por Jorge Takla, em associação com Tânia Nardini, representa a glória do teatro musical no Brasil. Produzida por ele em parceria com a EGG Entretenimento e com a IMM Esporte e Entretenimento, a montagem atinge níveis de qualidade altíssimos (...).
Critica Teatral, por Rodrigo Monteiro, setembro de 2016
teatrorj.blogspot.com.br

 

"...um dos melhores espetáculos a que eu já assisti nestes últimos 40 anos de ópera em São Paulo. Esta produção conseguiu realizar aquilo que é o sonho dourado de todos os opereiros habituais e contumazes: integrar completamente o canto, a orquestra, a dança, os figurinos e o cenário em um conjunto de alta elegância artística e de muito bom gosto. (...) uma montagem viva, inteligente e muito, muito bonita. Quem sabe, sabe. Não foi necessário, como se vê, transportar a história para um planeta remoto qualquer e vestir o Don Quichotte de astronauta, ou situá-lo numa Espanha apocalíptica pós-guerra nuclear. Takla, com seu bom gosto habitual, realizou aquilo que me parece ideal – e que deveria servir de exemplo a uma série de diretores de cena importados que vêm fazer suas experiências infelizes no Brasil: tornou inovadora uma montagem tradicional. Bravo!"
Sérgio Casoy, movimento.com  março de 2016

 

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